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08/04/2014

Prometo falhar!

Já vão lá alguns meses desde a última vez que me deixei vaguear por aqui, expondo as minhas ideias ao mundo. Na verdade não tem havido muito para dizer, para escrever nem tem acontecido nada arrebatador que me faça vir para aqui reivindicar :)

Apesar disso não tenho deixado de seguir os meus vícios, de me perder em leituras de pessoas que sabem (acho eu) o que estão a escrever. Desta forma surge o título que me tem aparecido muitas vezes, Prometo Falhar de Pedro Chagas Freitas um novíssimo "colega meu" das leituras ;) E por entre tantas leituras lá acaba por me aparecer inspiração para escrever  e ditar as minhas regras. 

Prometo falhar porque já aprendi com a vida que não vale a pena prometer que não vamos falhar. Não vale a pena prometer para sempre ou o que quer que seja. A vida dá muitas voltas e da mesma forma que as pessoas aparecem na tua vida podem facilmente, sair. E esta minha ideia não é de quem já desistiu, não, muito pelo contrário, acredito plenamente em vidas longas mas sem planos, sem grandes promessas. O amanhã é um desafio e não interessam promessas que nos façam pesar a consciência.

Prometo falhar porque todos erramos, todos os dias. Por mais pequeno ou insignificante que possa ser o erro, ele está lá, a cada dia. No entanto não há qualquer preocupação nisso porque nenhum ser o humano é perfeito e essa é a grande virtude. O erro faz-nos aprender de novo, mostra-nos que nem sempre estamos corretos e relembra-nos o que realmente tem valor!

Prometo falhar, mas também prometo amar-te! Enquanto tu fores onde eu quero estar, enquanto tu me chamares, enquanto nos amarmos da forma mais errónea que conheço... Prometo falhar e aprender amar-te ainda mais a cada erro que cometa!

♥♥♥

15/09/2011

"Chacinador" de mentes

Acordei as 7h porque tinha de me apresentar às oito. Infelizmente, houve uma confusão de horários e não era necessário comparecer tão cedo. Pena minha que bem precisava de dormir mais umas horas. Chegamos por volta das 9h e esperamos. Esperamos. Foi chamada a Beatriz, uma miúda simpática e boa onda que eu conheci anteriormente. (Vê-se mesmo que é cá das nossas... do norte!) Eu comecei a ficar nervosa até porque eu era a 2ª do processo o que significa que se fosse por ordem eu era a próxima 'vítima'! Feliz ou infelizmente, na verdade nem sei, eu acabei por ser a última. Ou seja, acabei por ficar mais descontraída mas também esperei 3h! Mal ouvi o meu nome acabou-se a descontracção. Entrei e sentei-me defronte para dois psicólogos. Estavam completamente bloqueada, não conseguia falar e quando saía qualquer coisa baseava-se em 'não sei' e 'não faço a mínima ideia'. Estava em pânico! Estava a ser avaliada de uma forma muito violenta. Eles estavam no meu cérebro. Eles conheciam os meus medos sem quase saber o meu terceiro nome! E foi assim que me 'chacinaram' o cérebro e ao mesmo tempo me disseram 'Boa sorte!'.


SEJA O QUE DEUS E ELES QUISEREM!

30/08/2011

Um pacto com o diabo

Não me quero precipitar mas acho que na verdade estou-me nas tintas para isso. Este Verão não tem o título de melhor mas foi o melhor para mim. Confuso para vocês mas simples para mim. Este ano não foi o melhor mas foi o que desejei. Vivi no limite, conheci os meus limites e aprendi que para isso tudo ser possível também tiveram que vir as consequências. Quis afastar sentimentos fortes e consegui, mas isso não impediu de aparecerem outros bem piores. Para a próxima eu tenho mais cuidado com o que desejo, believe me.

Foi um ano de excessos, de 'no rules' e de aproveitar o mais possível. Não me arrependo de nada que passei. Apesar de não ter sido de todo um bom ano, fez-me ver o que pode ou não ser feito; que os limites e as regras existem por alguma razão sem ser a de 'foder a cabeça'.
Foi um ano para ver quem permanece no meio de tanta 'merda' e quem vira as costas e fica à espera que tudo passe. Foi um ano de revelações, sem dúvida.

Acredito que me tenha caído um piano e finalmente tenha conseguido sair da reserva. Acredito que me consegui libertar daquele buraco que me enfiei durante tanto tempo.
Acredito que a vida ainda tem muitas surpresas para mim e que eu vou querer encara-las por muito que isso possa custar.

27/07/2011

Não trouxe livro de instruções, my bad!

O que me faz confusão é que generalizem as mulheres! Não somos todas iguais e talvez por isso digam que somos complicadas! Odeio que tentem explicar como uma mulher é, como quer ser tratada, do que gosta e do que odeia. Não sei se sabem, mas nós não viemos da fábrica, não fomos embaladas com livros de instruções e com garantias no mínimo de 2 anos! Não me venham se quer dizer que uma mulher quando diz sim quer dizer não e quando diz não quer dizer sim... TRETAS! Uma mulher é uma mulher e outra mulher é outra mulher! Podem ser parecidas mas haverá sempre alguma coisa que as diferencie. Há mulheres decididas que dizem o que têm a dizer e não têm meias medidas! Há mulheres inseguras que não sabem bem o que dizer pois têm medo do que vão ouvir... Mas tal como há mulheres também há homens! 
Não pensem que por conhecerem bem uma mulher, a conseguirem fazer feliz ao vosso jeito a próxima que encontrarem seja igual... enganam-se! O fascínio que cada mulher traz é esse mesmo... cada mulher pode trazer um verdadeiro desafio... (Tirando algumas exceções que gostam de ser fáceis.. quero eu dizer.. diferentes!)
Por isso, aprendam a 'ler' as mulheres (sem livros de instruções!) e talvez consigam perceber que isso de complicado não tem nada. (a)

23/12/2010

Português Suave (1)

"Já deixei de me lamentar. É uma das muitas lições que aprendi com a minha mãe. Passei anos a queixar-me até perceber que isso cansava as pessoas. Ninguém é obrigado a carregar as nossas penas. Cheguei a um beco sem saída e quando me senti no fundo, olhei para cima e disse para mim mesma: agora vais ter de subir a puta da montanha, quer queiras quer não, senão cai-te um piano, um avião ou uma bomba neste buraco em que te meteste e nunca mais levantas os cornos."

Estou a amar *.*

23/09/2010

OS PALAVRÕES :)

"Já me estão a cansar... parem lá com a mania de que digo muitos palavrões, caralho! Gosto de palavrões! Como gosto de palavras em geral. Acho-os indispensáveis a quem tenha necessidade de dialogar... mas dialogar com caracter!

O que se não deve é aplicar um bom palavrão fora do contexto, quando bem aplicado é como uma narrativa aberta, eu pessoalmente encaro-os na perspectiva literária! Quando se usam palavrões sem ser com o sentido concreto que têm, é como se estivéssemos a desinfectá-los, a torná-los decentes, a recuperá-los para o convívio familiar.

Quando um palavrão é usado literalmente, é repugnante.
Dizer "Tenho uma verruga no caralho" é inadmissível. No entanto, dizer que a nova decoração adoptada para a CBR 900' 2000 não lembra ao "caralho", não mete nojo a ninguém. Cada vez que um palavrão é utilizado fora do seu contexto concreto e significado, é como se fosse reabilitado.
Dar nova vida aos palavrões, libertando-os dos constrangimentos estritamente sexuais ou orgânicos que os sufocam, é simplesmente um exercício de libertação.
Quando uma esferográfica não escreve num exame de Estruturas "ah a grande puta... não escreve!", desagrava-se a mulher que se prostitui.
Em Portugal é muito raro usarem-se os palavrões literalmente. É saudável. Entre amigos, a exortação "Não sejas conas", significa que o parceiro pode não jogar um caralho de GT2. Nada tem a ver com o calão utilizado para "vulva", palavra horrenda, que se evita a todo o custo nas conversas diárias.
 Pessoalmente, gosto da expressão "É caralho.." dito com satisfação até parece que liberta a alma! Do mesmo modo, quando dizemos "foda-se!", é raro que a entidade que nos provocou a imprecação seja passível de ser sexualmente assaltada. Por ex.: quando o Mário Transalpino "descia" os 8 andares para ir á garagem buscar a moto e verificava que se tinha esquecido de trazer as chaves... "foda-se"!! não existe nada no vocabulário que dê tanta paz ao espirito como um tranquilo "foda-se...!!". O léxico tem destas coisas, é erudito mas não liberta.
Os palavrões supostamente menos pesados como "chiça" e "porra", escandalizam-me. São violentos.
Enquanto um pai, ao não conseguir montar um avião da Lego para o filho, pode suspirar após três quartos de hora, "ai o caralho...", sem que daí venha grande mal à família, um chiça", sibilino e cheio, pode instalar o terror.
Quando o mesmo pai, recém-chegado do Kit-Market ou do Aki, perde uma peça para a armação do estendal de roupa e se põe, de rabo para o ar, a perguntar "onde é que se meteu a puta da porca...?", está a dignificar tanto as putas como as porcas, como as que acumulam as duas qualidades.
Se há palavras realmente repugnantes, são as decentes como "vagina", "prepúcio", "glande", "vulva" e escroto". São palavrões precisamente porque são demasiadamente ínequívocos... para dizer que uma localidade fica fora de mão, não se pode dizer que "fica na vagina da mãe" ou "no ânus de Judas". Todas as palavras eruditas soam mais porcas que as populares e dão menos jeito! Quem é que se atreve a propor expressões latinas como "fellatio" e "cunnilingus"? Tira a vontade a qualquer um! Da mesma maneira, "masturbação" é pesado e maçudo, prestando-se pouco ao diálogo, enquanto o equivalente popular "esgalhar um pessegueiro", com a ressonância inocente que tem, de um treta que se faz com o punho, é agradavelmente infantil.
Os palavrões são palavras multifacetadas, muito mais prestáveis e jeitosas do que parecem. É preciso é imaginação na entoação que se lhes dá.
Eu faço o que posso."


Miguel Esteves Cardoso